NOSSA VISÃO
 
Na visão de Cristo para promover a unidade da fé
 
 
A visão do Jovens Valentes é simples, conformada à simplicidade do Evangelho. Nós existimos para adorar a Deus, evangelizar os povos, desenvolver comunhão, discipular e formar líderes. Cremos que estes propósitos compreendem a vontade de Cristo para sua igreja no mundo.
 
1. ADORAÇÃO
 
Na adoração temos a oportunidade de tocar o coração de Deus. A Bíblia menciona certa mulher que, entrando na casa de Simão, o leproso, quebrou um caríssimo vaso de alabastro, deixando cair sobre a cabeça de Jesus todo o seu conteúdo, um fino e valioso unguento de nardo puro. Nesta atitude, percebe-se a importância do quebrantamento do coração humano para se adorar a Deus. As intenções do nosso coração somente se revelam verdadeiras e preciosas na adoração quando quebramos todo o nosso orgulho e vaidade, esvaziando-nos de nós mesmos para agradar a Deus. Adorar é muito mais que louvar, que cantar ou erguer as mãos. A autenticidade da adoração não se dá por meio de palavras, gestos, poesias, canções ou lágrimas, mas por um padrão de vida, santo e irrepreensível, e ocorre na dimensão do espírito e da alma, durante todo o tempo da vida do adorador, e não somente num espaço de tempo em que se cultua a Deus num templo. O próprio Cristo legitimou a adoração verdadeira como sendo aquela que rompe o tempo e o espaço (Jo 4.23,24).
 
 
2. EVANGELISMO
 
O evangelismo é, no seu sentido mais amplo, partilhar Jesus de todas as formas possíveis com todas as pessoas possíveis. Jesus fundamentou o cristianismo sobre este pilar como condição para que as pessoas, de todas as gerações e lugares, sejam alcançadas pela mensagem de salvação, que aponta para a obra redentora na cruz. Por esta razão, comissionou a todos os seus seguidores, a fim de estender estas boas novas a todas as gerações. O Pacto de Lausanne (Suíça, 1974), define assim a tarefa da evangelização: “Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem(…), mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus”.
 
 
3. COMUNHÃO
 
A definição da palavra "comunhão" é bastante intuitiva, uma vez que deriva-se do termo "comum". Logo, ter comunhão é, basicamente, ter coisas em comum com alguém, seja em ideais, crenças, desejos, planos, gostos e tudo mais o que se possa partilhar com outra pessoa. Por esta razão, Jesus fundamentou seus ensinos sobre o pilar da comunhão, pois o cristianismo só pode ser vivido mediante uma vida de relacionamento com Deus, o que chamamos de comunhão vertical, e com o próximo - comunhão horizontal.
 
3.1. Comunhão Vertical: Esta é a comunhão do cristão com Deus, da criatura com o seu Criador. Ter comunhão com Deus implica em estarmos afinados com sua vontade, em conduta obediente e submissa, onde o crente dedica-se a viver a vida de Deus em detrimento da sua própria, tal como Paulo disse: "Não vivo eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20). O que temos em comum com Deus é o próprio Cristo, que eliminou o abismo que havia entre a criação e o Criador, religando-nos ao Pai por meio da cruz. Assim, a comunhão do crente com Deus só pode ser vivida por meio de Cristo, e implica numa vida de piedade, santificação e devoção.
 
3.2. Comunhão Horizontal: A comunhão com Deus automaticamente nos remete também a uma vida de comunhão com o nosso semelhante. Isto quer dizer que, pelos méritos da cruz de Cristo, somos capacitados a amar e compreender o nosso próximo, a perdoá-lo quando nos ofende e a admitir suas falhas sem que isso impeça-nos de reconhecê-lo como irmão. A comunhão horizontal envolve a prontidão em socorrer ao próximo em todas as suas necessidades, quer físicas, emocionais ou espirituais, tal como a igreja primitiva, que "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum (At 2.42-44).
 
 
4. DISCIPULADO
 
O discípulo é um aprendiz. O termo "aprendiz”, em sua etmologia, é “aquele que segue seu mestre e o imita”. Logo, o discípulo de Cristo é um aprendiz, um imitador do Mestre. Esta definição já fornece um propósito tanto para o discipulador como para o discípulo (Rm 8.29). Paulo chama a si mesmo de discípulo de Jesus, e encoraja os seus seguidores a imitá-lo naquilo que ele imita a Cristo (1Co 11.1). Discipulado é o processo, que tem início na conversão e se desenvolve por toda a vida, pela qual uma pessoa torna-se gradualmente semelhante a Cristo. O Mestre estabeleceu o discipulado como fundamento do cristianismo para que seja preservada a dinâmica do Evangelho, a fim de que suas verdades sejam perpetuadas através dos séculos e não se percam na passagem de uma geração para outra. Graças ao discipulado das gerações passadas, a Igreja Moderna experimenta o gozo da mesma salvação que alcançou os primeiros crentes, e as gerações futuras serão discipuladas e levadas a Cristo por meio do nosso trabalho.
 
 
5. FORMAÇÃO DE LÍDERES
 
Jesus foi plenamente capaz de formar líderes espiritual e emocionalmente saudáveis. Seus discípulos, por meio da ação e cooperação do Espírito Santo, continuaram o modelo da liderança do Mestre no exercício do serviço cristão, estendendo por todas as partes do mundo a tarefa de evangelização e discipulado. Assim, os primeiros discípulos de Jesus fizeram novos discípulos, que se tornaram líderes eficientes, e fizeram outros discípulos, que também se tornaram líderes, e continuaram a discipular ao longo dos séculos, até que fomos alcançados no tempo presente, em que somos desafiados a continuar exercendo a liderança cristã segundo o modelo que Cristo nos deixou.