O Valor da Virgindade

É com tristeza que se ouve ou se lê sobre leilões que acontecem no mundo inteiro de pessoas oferecendo sua virgindade.

O caso mais recente envolve uma brasileira, da cidade de Itapema, Santa Catarina. O último lance, segundo sites de notícias, no dia que escrevi este artigo, já tinha ultrapassado os R$ 1,5 milhão! Pasmem, para se adquirir a virgindade, assinam até um contrato. Uma das cláusulas diz que ambas as partes estabelecem a duração da relação sexual, porém há, segundo informa a agência que negocia a virgindade, uma “consumação de tempo mínima de uma hora.” É ou não é triste ler notícias como esta? A que ponto chega um ser humano. O termo usado “consumação mínima” reflete exatamente do que se trata. Não um ato de amor (outra regra diz que o comprador não poderá beijar a jovem que vendeu sua virgindade), mas simplesmente uma transação comercial.

É lamentável ver um valor sendo negociado. Mas o que se vê nesse leilão é apenas um reflexo, numa dimensão bem maior, do valor que se é dado a princípios cristãos importantes para o casamento e para a família. Virgindade tem se tornado, inclusive entre os jovens cristãos, em algo fútil, sem valor e ultrapassado.

Infelizmente não se ouvem mais pastores pregando ou ensinando aos jovens, seja homem ou mulher, que virgindade tem valor sim aos olhos de Deus e para a construção de um casamento forte. Muitos pais cristãos têm, também, adotado posições liberais nesse sentido.

Sempre digo em minhas palestras para jovens que virgindade não é algo que se perde simplesmente, mas que se dedica. Virgindade é um símbolo físico de entrega sexual ao homem ou à mulher com quem se vai compartilhar para sempre (esta é a vontade de Deus) o leito conjugal (Hb 13:4). É símbolo de um pacto que um será do outro e ambos desfrutarão o corpo um do outro, conforme o ensino de Paulo em 1 Coríntios 7:3-6. É claro que o conceito de virgindade ultrapassa os aspectos fisiológicos, até porque há os hímen, complacentes. Hímen complacente tem muita elasticidade e volta ao normal depois do ato sexual. Pureza sexual não está somente ligada ao hímen, mas acima de tudo ao coração. Se fosse restrita a hímen, como ficaria a vontade de Deus para os rapazes? Não agrada a Deus, por exemplo, manter a virgindade, mas ter intimidades que somente aos casados seja lícito. Pureza sexual nasce num coração temente a Deus e reflete no comportamento.

Compreendendo esta verdade, pessoas que tiveram relações sexuais antes do casamento e não são mais virgens, quando buscam o perdão de Deus e decidem viver segundo os princípios bíblicos, podem perfeitamente viver em paz com o próprio Deus, consigo mesmo e com seu futuro cônjuge. Um jovem ou uma jovem temente a Deus e dispostos a agradá-lo procurará a pureza sexual na mente, no coração e no seu corpo. Entenderá que virgindade não será uma imposição religiosa, mas um símbolo de entrega, dedicação e de compromisso ao homem, ou mulher que Deus tem para Ela/Ele.

Mensagem: Pr. Gilson Bufano – Pedagogo, Escritor e Filósofo

Att: Marcelo Correia